Novidades

A EFT do ponto de vista científico

Como a EFT age no cérebro

Sabemos que nosso corpo é formado por átomos, que por sua vez são feitos de prótons, nêutrons e elétrons, com suas cargas positivas, neutras e negativas. Essa constituição faz com que nosso corpo possua eletricidade. Toda informação ou estímulo que recebemos do mundo externo, ou seja, tudo o que vemos, provamos, ouvimos, tocamos e cheiramos é transformado em sinal elétrico pelo cérebro. A eletricidade é a única maneira de levar as mensagens do cérebro ao corpo e vice-versa, de forma rápida o suficiente para que elas cheguem em milissegundos. Esses impulsos elétricos  percorrem o nosso corpo através de caminhos, que na medicina chinesa são chamados de meridianos. Os meridianos são, portanto, circuitos energéticos ou canais, que formam uma rede multinível e complexa que conecta seu cérebro aos membros do corpo, órgãos, músculos, pele e sistema nervoso. Uma vez que todo o seu corpo depende de sinais elétricos, qualquer desarranjo no sistema elétrico do seu corpo, influenciará todo o sistema.

O fundador da técnica da EFT, Gary Craig afirma que  “A causa de todas as emoções negativas é uma interrupção no fluxo energético do corpo.” Essa afirmação sintetiza o fundamento da medicina chinesa que se baseia no conceito de que qualquer doença física ou perturbação emocional são causadas por bloqueios ou interferências nos impulsos elétricos que percorrem o corpo. Essas vias de condução elétrica podem ser bloqueadas devido a toxinas presentes no organismo, acidentes,  ferimentos externos, traumas ou sobrecargas emocionais.

Na acupuntura tradicional, ao colocar agulhas nas terminações dos meridianos encontrados por todo o corpo, elas conseguem liberar esses bloqueios e os impulsos elétricos voltam a fluir normalmente.

Da mesma forma, a EFT restabelece o equilíbrio energético no organismo quando este se encontra em desequilíbrio, mesmo que ele já esteja apresentando sintomas físicos decorrentes desse bloqueio energético.

O que ocorre é que a amígdala, parte do sistema límbico no cérebro, é responsável por sinalizar ao corpo assim que percebe um sinal de perigo ou ameaça. Como consequência, o corpo começa a produzir vários hormônios como a noradrenalina, cortisol (hormônio do estresse) desencadeando a reação de luta ou fuga, com todos os seus efeitos, como aumento da pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos, redução do ritmo da respiração, entre outros.

A técnica de tapping, ou EFT, consegue interromper essa reação e a resposta ao estresse.  Como os pontos tocados no corpo com as leves batidinhas são meridianos de acupuntura, a combinação entre tocar esses pontos e pensar no evento perturbador, mesmo que este tenha ocorrido no passado, altera a resposta do sistema límbico. Com a repetição da técnica, o hipocampo altera a mensagem que anteriormente se apresentava como sendo uma ameaça iminente e dá novo sentido à mensagem mostrando-a não mais como uma ameaça.

Esta resposta de luta ou fuga, desencadeada após a iminência de perigo ou ameaça, é extemamente importante quando a ameaça é real, porque apenas um segundo pode fazer diferença para salvar nossas vidas. Ocorre que no dia a dia, uma pessoa submetida a vários eventos estressantes e traumáticos pode acabar se submetendo a um um estado persistente e crônico de excitação da amígdala, tornando-a vulnerável mesmo às menores tensões que aparentemente seriam triviais para outras pessoas. Mas para essa pessoa, a sobrecarga pode se apresentar de forma tão intensa e a pessoa se sentir tão sufocada e esmagada que ela pode acabar apresentando uma resposta extremamente exagerada à uma simples crítica, se seu cérebro perceber isso como sendo uma ameaça. Isso porque a amígdala percebe um ameaça iminente em questão de milisegundos, antes mesmo do cérebro poder raciocinar se a ameaça é real ou não. Então se ela associar esse evento a qualquer outro semelhante que, no passado, foi realmente uma ameaça, o cérebro não percebe a diferença entre as situações e dispara o alarme.

Mas as pesquisas têm demonstrado que a estimulação dos pontos dos meridianos reduz drasticamente e, em alguns casos elimina por completo a atividade da amígdala. Sendo assim, toda a cadeia de reações resultantes da resposta ao estresse diminui ou desaparece definitivamente.

Tudo isto pode ser confirmado em pesquisas realizadas, por exemplo, por David Feinstein, PhD., psicólogo clínico e pioneiro nas pesquisas sobre o tapping  (outro nome dado à EFT), que apresentou como referência de um estudo seu uma pesquisa realizada na Universidade de Medicina de Harvard, tendo como objetivo estudar os resultados fisiológicos do estímulo de determinados pontos de acupuntura. Foi observado e documentado que, quando alguns pontos de acupuntura são estimulados, isso gera um efeito calmante sobre a amígdala, uma parte importante do sistema límbico do cérebro.

Outros especialistas, como o Dr. Eric Robins, médico norte-americano  e conceituado praticante de EFT, afirmam que 85% das doenças têm origem emocional. E a grande questão em relação à medicina tradicional é que ela cura, através de remédios, somente os sintomas da doença, sem curar, contudo, as causas, já que a maior parte dessas causas se origina de problemas emocionais.

Já as terapias energéticas, como é o caso da EFT, conseguem tratar a causa e eliminar ou diminuir a intensidade das emoções negativas e seus sintomas físicos. Partindo do princípio de que um corpo saudável é reflexo de uma mente sã, podemos compreender de que maneira as técnicas de psicologia energética conseguem resultados tão surpreendentes.

Dr. Candance Pert, importante neurocientista e farmacologista pela Johns Hopkins University School of Medicine, ex-chefe do setor de Bioquímica do Cérebro do Instituto Nacional de Saúde Mental da Universidade de Georgetown, chegou a afirmar que a EFT foi a descoberta mais importante para a medicina desde a descoberta do antibiótico.

Uma pesquisa publicada no “Journal of Nervous e Mental Disease” (Church, Yount e Brooks, 2012), demonstrou que uma sessão de EFT conseguiu reduzir os níveis de cortisol em torno de 24% em algumas pessoas e em 50% em outras, em comparação com uma sessão de uma hora de terapia, quando só houve redução de 14% do cortisol. Foram avaliadas 83 pessoas e retiradas amostras de saliva imediatamente antes e 30 minutos após a intervenção, para os testes de cortisol. Além disso, houve redução de 58% no nível de ansiedade, 49% no grau de depressão e de 50% na gravidade dos sintomas em geral. Este estudo demonstra como a EFT pode reduzir a carga de estresse em nossos corpos alterando nosso bem estar mental e físico.

Existem pesquisas sobre a EFT em mais de 10 países, realizadas por mais de 60 pesquisadores científicos cujos resultados foram publicados em mais de 20 revistas científicas. Dois dos maiores pesquisadores são Dawson Church, Ph.D, e David Feinstein, Ph.D., ambos renomados pesquisadores em Medicina Energética.

Portanto, apesar de ser uma técnica aparentemente engraçada ou estranha aos olhos dos leigos, a EFT é um instrumento de cura fácil, simples, acessível a todos e cientificamente comprovada como sendo uma técnica responsável por excelentes resultados.

Referências:

ADAMS, Ann; DAVIDSON, Karin. EFT Level 2 Comprehensive Training Resource. Fulton, CA, USA: Energy Psycohology Press, 2011. 2 v.

CHURCH, Dawson; MAROHN, Stephanie. The Clinical EFT Handbook: A Definitive Resource for Practitioners, Scholars, Clinicians, and Researchers. Fulton, CA, USA: Bang Printing, 2013. 2 v.

GOLEMAN, Daniel. Inteligência Emocional: A teoria revolucionária que define o que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, 1996. 372 p.

MERIWETHER, Craig. The Science Behind EFT: Emotional Freedom Technique. USA: Mind Mastery Unlimited, 2012. 47 p. (Kindle Edition).